Fogem os Desejos pela janela do quarto
Em que nu, vejo os sentidos fraquejarem.
Ante um secreto cheiro que se ampliou no ar
Povoando a noite de Formas vulturinas.
A enorme concha me envolve entre suas metades
E me informa dum vago sentir havido entre pernas
Que se foram após o longo silêncio escutado
Pelos braços loucos de buscar.
A Boca sorri e ilumina a quase noite na alcova
Em que jazo inerte a pensar oásis e miragens.
No Deserto do quarto, se tornam inúteis os mapas.
Todas as nuvens se precipitam do poente
Sobre o pequeno âmbito, em que ocupa
O sentido e o tato, tua Forma.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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