Percorrer com as mãos o longo das pernas,
Na suave busca do teu áspero centro.
Os lábios também contornam o suavíssimo abrigo
De tua confluência e profusão.
É longa, longuíssima a extensão de tua pele,
Pode levar mais que um dia esse tocar.
Dos altos cumes do teu sentido trágico,
Avisto a Coisa a me chamar.
Poderei ébrio, voltar desse abismo louco?
Ou com as mãos que não cansam nunca de buscar,
Serei esquecido no noturno pântano?
Poderei voltar depois de tão longa busca?
Das curvas Formas da noite, ouso te chamar,
Acaso é só possível recordar.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
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