segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Soneto Numero 8

Levemente erguido o Branco revela o Corpo,
Jacente no espaço núbio dum quadrante.
Suavemente a luz dissolveu a treva e o olhar,
A medo desviou seu foco da Forma entreaberta.

O ouro difuso espalhou-se nas Curvas,
Que a mão dulcíssima ousou tocar
E os lábios suaves na penugem fulva
Roubaram o indizível gosto com vagar.

Pensar perde o sentido ante tanta Beleza
Assim largada nas dobras frescas da Hora,
Olhas apenas e o ar sereno nos confunde.

Agarro-me na Hora longa que afinal se esvai
E com a memória gravada do teu cheiro
Mergulho no Tempo grave do futuro.

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